segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Você sabe pensar fora da caixa?




 

Pensar fora da caixa é uma expressão usada para descrever o comportamento criativo.

Na vida temos uma série de questões, problemas e desafios que nos solicitam comportamentos diferentes daqueles os quais estamos acostumados.

A criatividade advém de vários aprendizados anteriores.

A junção de conhecimentos de diferentes origens pode contribuir para o surgimento do comportamento novo, chamado comportamento criativo.

Como fazer para pensar fora da caixa?

Aprenda. Aproveite as oportunidades e crie situações de aprendizado.

As experiências muitas vezes poderão ser em áreas diferentes da sua área de atuação profissional.

A aproximação com a arte pode contribuir em demasia para esse processo.

Cinema, teatro, literatura e música trazem novas ideias, visões e possibilidades.

Ensaiar um passo de dança, uma aula de artes plásticas ou de teatro pode lhe ensinar algo novo, nunca antes imaginado.

Culinária, marcenaria, artesanato, artes marciais e outros esportes são exemplos de atividades que podem lhe ensinar a comportar-se no mundo de maneiras diferentes.

Sendo assim o que contribui para o comportamento criativo é uma vida repleta de novas experiências.

Além das novas e diferentes vivências, observar o comportamento das outras pessoas é uma forma muito eficiente de aprender comportamentos novos.

Não sabemos de tudo, às vezes a pessoa que está ao nosso lado pode ter uma maneira mais eficiente e criativa para a resolução de determinado problema.

 E por fim ouse. Comportar-se de maneira diferente pode desencadear certo medo, mas lidar com este sentimento, arriscar-se e experimentar algo novo poderá lhe trazer várias consequências positivas para a sua vida.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

A importância da orientação profissional para o adolescente.


 

 
 

“ Saber “quem eu sou” e “como sou” é que permite escolher “o que fazer” e como fazer”.

Neiva(1995) apud Moura(2008)

 


O trabalho é uma atividade de grande importância na vida das pessoas.

O momento da escolha profissional vem com muitas dúvidas para o adolescente.

As dúvidas acontecem porque toda decisão implica numa escolha, numa perda.

Todos nós podemos desempenhar com competência e desenvoltura várias atividades ao longo da vida, mas em geral escolhemos e cursamos um curso de cada vez. Sendo assim quando a pessoa escolhe um curso mesmo que momentaneamente ela está dizendo não para outras possibilidades.

O mercado de trabalho hoje apresenta inúmeras alternativas. E neste ponto ocorre o que pode ser um grande problema. O adolescente tem que fazer uma única escolha num vasto universo de opções.

Dado este panorama é comum o adolescente pensar:

Quem sou eu?

O que eu quero para mim?

Que curso eu devo escolher?

Em qual faculdade?

Humanas, Biológicas ou Exatas?

Quanto tempo irá demorar?                              

Tenho características que este curso requer?

Este curso pode me trazer status social?

Terei possibilidade de um bom retorno financeiro?

O que meus pais vão achar de minha decisão?

Qual o meu projeto de vida?

Dúvidas, dúvidas e mais dúvidas.  Nessa hora um trabalho de orientação profissional se faz importante para que ocorra uma escolha consciente.

A orientação profissional é um trabalho efetuado por um profissional psicólogo. Neste trabalho são realizadas diversas atividades que têm por objetivo desenvolver o autoconhecimento do adolescente e ampliar seu conhecimento sobre as profissões e o mercado de trabalho.

Quando o adolescente tem consciência de suas possibilidades e também de suas limitações ele tende a considerar estas em seu projeto profissional.

Um autoconhecimento deficitário pode contribuir para que o adolescente faça uma escolha que futuramente pode apresentar-se errônea.

Por exemplo, um adolescente pode admirar a profissão de engenheiro, saber que o mercado de trabalho é propício para esta área e da possibilidade de altos ganhos salariais, mas ao mesmo tempo ter significativa dificuldade para as disciplinas nas áreas de exatas. Esta dificuldade poderia impossibilitar a escolha deste adolescente pela profissão de engenharia uma vez que ele teria sérias dificuldades no decorrer do curso e alta probabilidade de desistência do mesmo acarretando prejuízos financeiros e emocionais.

Para que ocorra uma escolha profissional madura é necessário que o adolescente desenvolva algumas habilidades importantes no seu processo de decisão.

A entrada na faculdade e no universo do trabalho pode ser um momento muito feliz na vida do indivíduo. Uma escolha profissional adequada contribui para que a pessoa desenvolva uma atividade profissional com muito prazer, contribui para que a pessoa tenha uma vida feliz.

 

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Neiva, K. M. C. Escala de maturidade para orientação profissional(1999). In: Moura, C. B. Orientação profissional sob o enfoque da análise do comportamento.Campinas. Editora Alínea(2008).

 

 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A difícil arte de mudar



 

 

 “Estou sempre a fazer algo que não consigo, com vista a aprender como fazê-lo.”

                                                                                          (Pablo Picasso)

 

 

 

 

Nós no cotidiano nos acostumamos a sempre fazer as mesmas coisas, ir ao mesmo supermercado, fazer o mesmo caminho de casa para o trabalho, pedir o mesmo prato no restaurante de sempre.

É comum fazermos aquilo que já é conhecido com receio de experimentar o novo.

A conseqüência é que limitamos o nosso conhecimento do mundo.

Quando mudamos o nosso caminho corremos o risco de conhecer algo novo, prazeroso, agradável... Aquele café charmoso que nunca tínhamos visto aquela loja com ótimas roupas e um preço especial, o lindo cachorro caramelo daquela simpática casa repleta de hortênsias.

Mudar o caminho, viajar para destinos desconhecidos, fazer novos amigos nos faz mais hábeis, mais fortes.

A mudança trás um desconforto passageiro, mas como diria o escritor alemão Hermann Hesse “ser é ousar ser”.

Mudar não é fácil, costumo dizer que é colocar o desconforto no bolso, levá-lo junto e caminhar rumo ao novo. Fazer algo novo pode ser bem interessante e no fim fora o que for descoberto fica o orgulho de si próprio em ter tido coragem de ir em frente.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Ser empático - eu no seu lugar e você no meu.



 

Existiria menos sofrimento no mundo se todos fossem mais empáticos.
Vou pedir licença para começar a falar sobre empatia usando um trecho do autor Fernando Sabino, no livro O menino no espelho:

“ O homem disse que tinha de ir embora – antes queria me ensinar uma coisa muito importante:

_ Você quer conhecer o segredo de ser um menino feliz para o resto de sua vida?

_ Quero _ respondi.

 O segredo se resume em três palavras, que ele pronunciou com intensidade, mãos nos meus ombros e olhos nos meus olhos: - Pense nos outros”.

Empatia é a colocar-se no lugar do outro e imaginar, supor os sentimentos tal qual o outro experiencia.

Por exemplo, um marido que grita com sua esposa, à medida que ele passa a imaginar o quanto chateia sua esposa com seu comportamento pode gradativamente ir diminuindo seu comportamento de gritar.

Um chefe que critica seu subalterno na frente do grupo pode supor como seu comportamento entristece seu funcionário e passar a falar com este separadamente.

As religiões ensinam a empatia.  O budismo diz: “não faça aos outros aquilo que você não quer que façam a você”. O cristianismo diz: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

A ideia aqui não é doutrinar, mas apontar como a cultura sugere que pensemos uns nos outros.

Quando eu penso no outro eu me comporto de maneira tal gerando conseqüências positivas para mim e para o outro.

Costumo brincar que um casal unido dá formação de quadrilha por que é muito interessante observar como uma relação de lealdade onde um pensa no outro e comporta-se a partir de tal é forte.

A sensação de que o outro fez coisas por mim pode contribuir para que eu queira fazer mais coisas pelo outro.

Na sociedade de hoje o que vemos é o aumento da evidência do papel do indivíduo. João ou José é um homem de sucesso, como se para isso não tivesse sido necessário que ele estabelecesse grupos e parcerias, que fosse ajudado.

Quando eu coloco o indivíduo na frente do grupo eu contribuo para que a rivalidade e a competitividade cresçam e assim as relações pessoais ficam mais frágeis.

Já ouvi dizer que em tribos indígenas todos são responsáveis por todas as crianças, seja este filho ou não.

Quando eu me comprometo com o outro, seja ele familiar, amigo ou desconhecido eu cuido do outro e assim contribuo para que a vida em sociedade seja mais saudável e feliz.

 

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

E não foram felizes para sempre- quando a relação acaba.

        

A vida e a fantasia são bem diferentes e o clássico final feliz dos filmes só acontece mesmo nos filmes, muitas vezes uma relação que começa cheia de paixão aos poucos vai se desgastando por este ou aquele motivo e chega ao fim.

É comum acabar o afeto, a lealdade, o compromisso, mas o vínculo permanecer ali.

Ficando duas pessoas distantes, ressentidas, ligadas pelo apego, pelo medo, por circunstâncias outras que não o afeto recíproco.

Para buscar uma separação que seja razoável, com respeito e serenidade é preciso uma dose de coragem.

Coragem em deixar para trás a história, a conveniência, o status social e nível econômico.

Como diz aquela antiga frase: ás vezes é preciso perder para poder ganhar!

Também é preciso ter humildade para aceitar que a relação acabou que no futuro os caminhos trilhados serão diferentes.

É frequente uma das partes entender mais cedo que a relação acabou, neste caso é hora da outra parte usar de sensibilidade e delicadeza para que o outro entenda.

Uma separação é sempre dolorida por que significa o fim de planos, de sonhos, de expectativas, mas mais dolorido é manter-se por anos numa relação ruim.


Manter-se num casamento ruim é privar-se do novo, é não correr o risco de ter outra história, uma história mais feliz.

 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Você tem um minuto?




Fico aqui a imaginar a resposta que você daria a essa pergunta e acredito que esta varie de acordo com quem faça a pergunta, com o que tem na agenda para fazer, se tem um tempo ou não.

Dar nosso tempo para alguém é algo muito precioso.

Em geral damos facilmente nosso tempo para chefes e pessoas das quais podemos receber algum tipo de punição se assim não o fizermos.

E os familiares? Amigos? Animais de estimação ou simplesmente desconhecidos?

O que eles precisam fazer para conseguirem o seu tempo?

Algumas pessoas parecem gostar de repetir: Eu não tenho tempo, eu não tenho tempo, eu não tenho tempo...

A imagem do executivo atribulado parece ser o ideal de muitas pessoas. Como se não ter tempo significasse ser bem-sucedido.

Doar tempo em demasia ao trabalho significa sacrificar outras necessidades pessoais.

É importante ter equilíbrio e dedicar tempo às diversas áreas da vida: área familiar, afetiva, social, espiritual entre outras.

Realizar um sonho de anos, fazer aulas de sapateado ou enfim aprender a tocar saxofone requer tempo.

Brincar com o filho, assistir seu treino de futebol requer tempo.

Passar hidratante no corpo ouvindo sua música preferida requer tempo e assim requer tempo brincar com cachorro, visitar sua avó, tomar um chopp com os amigos, namorar, rever as fotos antigas... Tudo isso requer tempo.

Na correria é comum às pessoas esquecerem até mesmo de respirar adequadamente, imagine você respirar algo que nos é vital.

Queixas de ansiedade e estresse lotam os consultórios, a falta de tempo adoece.

Importante é priorizar, não somente entrar no turbilhão da vida.

Nós escolhemos o tempo todo ao que vamos dedicar nosso tempo, não somos escravos do relógio, às vezes nos colocamos como tais, mas podemos assumir o controle e mudar algumas atitudes.

Eu costumo brincar: “Faça o possível, deixe o impossível para depois”.

Essencial é reconhecer que temos limites porque dar conta de tudo, tudo mesmo ninguém dá, sempre ficará faltando algo a ser concluído.

Nem tudo é essencial, não somos insubstituíveis e... E apesar do misticismo envolvido neste ano nós sabemos que mundo não vai acabar não é mesmo?

Enquanto houver vida sempre teremos tempo.





* Texto originalmente publicado na revista Acontece Regional

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Conduzindo suas relações.






Um tempo atrás Morgan Freeman foi premiado no Globo de Ouro e eu lembrei que tinha um dvd do filme Conduzindo Miss Daisy para assistir.
Alguns filmes eu já começo a assistir como se estivesse prestes a entrar em contato com algo muito precioso. Os prêmios, elenco, roteiro já davam essa dica e foi o que de fato aconteceu.
O filme conta a história de um senhor negro que se torna motorista particular de uma velha senhora judia.
A relação que no início se apresenta truncada devido a não aceitação da velha senhora deste motorista em sua vida aos poucos vai se transformando numa genuína e bela amizade.
A senhora, Jéssica Tandy numa impecável atuação, que primeiramente antipatizava com o personagem de Morgan Freeman desenvolve por ele esse nobre e correspondido sentimento.
As amizades são assim frutos de construção. O filme nos ensina como as relações podem crescer quando damos espaço para que elas cresçam.
Ser amigos de quem se tem muitas afinidades é relativamente fácil, difícil é ser amigo de quem é diferente de nós.
Na vida nem sempre convivemos com pessoas as quais nos identificamos, nem sempre convivemos com pessoas que possuem a mesma crença religiosa, posição política, orientação sexual, gosto musical e/ou que torçam pelo mesmo time de futebol que nós.
Na vida o tempo todo nós temos que lidar com a diferença.
Tolerância é palavra de ordem, por isso se você possui um colega de trabalho com quem não se dá muito bem, quem sabe não é hora de amenizar as diferenças, priorizar as semelhanças e aí sim dar chance para que essa relação cresça e contribua para que seu dia-a-dia se torne mais leve. Fica a dica!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Essa sua(nossa) timidez.





Você que está lendo este texto é tímido? Bem-vindo ao clube, saiba que eu também.
Hoje em geral quando digo para alguém que sou tímida recebo uma risada irônica como resposta.
Eu costumo brincar que sou uma tímida em tratamento, em recuperação.
Hoje já me diferencio bastante daquela menina que no passado simplesmente congelou na passarela naquele desfile do supermercado em que minha mãe me inscreveu. Desfilei como um lindo e inexpressivo robô. Lembro como se fosse hoje da expressão de pena dos jurados e das mímicas que um deles fazia para que eu sorrisse, em vão.
Timidez nem sempre é coisa séria, mas pode se tornar patológica.
No meu caso foram muitos enfrentamentos na vida. Mesmo que com a boca seca, o coração a mil, as mãos trêmulas e o estômago revirado eu quase sempre enfrentei os desafios... Subir ao palco, falar ao microfone, paquerar o menino escolhido.
Quem é tímido sabe a dificuldade que isso trás, o medo de ser inadequado, não ser aceito, ser punido.
A timidez limita e pode ser incapacitante, como falei anteriormente ela é patológica quando trás maiores prejuízos para a vida do indivíduo.
A pessoa pode não se arriscar, não ousar, se esquivar, fugir e aí perder oportunidades na vida, oportunidades estas que podem ser no campo afetivo, pessoal e/ou profissional.
Não tem jeito, para quem se sente tímido e vê nisso prejuízo o caminho é enfrentar e mesmo com suas inseguranças, medos, incertezas, inadequações se propor a fazer aquilo que tem vontade.
É se colocar a prova, fazendo aquilo que é menos difícil. Caminhando passo a passo.
Com o tempo, a ousadia na dose certa e o retorno positivo desta ousadia a segurança vai sendo construída e você poderá ser um tímido em recuperação, como eu.
É comum as pessoas perguntarem se timidez tem cura.
Cura? Não vamos falar em cura, mas com boas doses de enfrentamento você pode se tornar um tímido eventual.
E quando procurar terapia para lidar com a timidez?
Quando tornar difícil enfrentar a situação sozinho e sabemos que ninguém melhor do que você para saber o quanto está sofrendo com isso.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O último doce da goiabeira – uma história de amor




Homenagem a Dila


Quando criança eu morava em São Paulo e minha avó no interior o que contribuía para que as visitas em sua casa fossem menos freqüentes do que eu gostaria.
A casa de minha avó para mim e meus irmãos era como uma chácara, muitos animais, e algumas árvores frutíferas. Lembro-me da ameixeira, da jabuticabeira, do limoeiro, mas lembro-me especialmente da goiabeira. Sempre que visitava minha avó tinha um vidro com doce de goiaba na geladeira, eu me lembro de colocar um pouco do doce num potinho de alumínio e comer saboreando aquele doce, só de pensar juro que sinto aquele gosto tão particular em minha boca, era bom demais!
Com o passar dos anos a casa simples de minha avó foi reformada e para a minha tristeza na reforma acabaram por cortar a goiabeira.
Eu já adolescente fui visitar minha avó e ela me disse que havia doce de goiaba na geladeira, era o último porque a goiabeira já não existia mais.
E como se pudesse ver, lembro de eu correr para aquela geladeira vermelha e encontrar o vidro meio escondidinho lá no fundo. Lembro de como me senti querida por minha avó ter guardado aquele doce para mim.
Eu adoro historias de avós, na relação entre avós e netos são comuns os avós se sentirem mais autorizados a expressar seus sentimentos.
Contei isso para falar de como é bom ser amado, como sentir-se especial e importante para alguém, contribui para uma boa auto-estima.
Comecei a escrever esse texto faz um tempo e o retomo agora duas semanas depois que minha avó se foi.
Ela se foi e deixou junto com as saudades a certeza de que sou mais feliz por que tive o seu amor.
Em tempos de reservas e relações distantes e superficiais o amor, o afeto, o querer bem continuam a ser essencias.
Sejam entre avós e netos, pais e filhos, maridos e esposas, irmãos, amigos ou amantes saber que provocamos no outro um brilho diferente no olhar ainda faz o coração bater mais forte.


segunda-feira, 2 de maio de 2011

Precisa-se de saúde mental.




Eu me sinto bastante incomodada quando chega ao consultório um paciente com uma doença mental crônica, que toma medicação há anos, mas que nunca recebeu um tratamento psicoterapêutico adequado.
Falar “doença mental” é preocupante devido aos rótulos e preconceitos, me refiro mais especificamente a quadros sérios de ansiedade e depressão, doenças essas muito comuns no cotidiano.
Tenho dito e repetido o quanto a Psicologia é subtilizada no Brasil.
A Psicologia é uma construção teórica e uma prática que quando bem utilizada, contribui em demasia para a qualidade de vida do ser humano.
Em muitos casos fica claro como a combinação de tratamento farmacológico e psicoterapêutico é a alternativa mais adequada para a melhora do paciente.
O que falta é informação, é interdisciplinaridade.
Muitos médicos questionam, desconhecem e ainda subestimam a aplicação da psicoterapia.
É comum ver pacientes que procuraram médicos para se consultarem acerca de uma enfermidade e encontram como resposta: “ É emocional”.
Até aí tudo bem, o problema é que o médico muitas vezes não orienta o paciente a tratar deste problema dito “emocional” e o paciente permanece doente.
Fico impressionada com o aumento da quantidade de casos de ansiedade, mas meu objetivo não é ser alarmista, e sim sensibilizar para a prevenção.
Atividade física, nutrição adequada e autoconhecimento podem contribuir para redução de estresse e suas conseqüências.
A vida hoje é complexa, lidamos com violência, competitividade, pressão para o consumo entre outras coisas, mas é preciso cuidar do humano para que essa vida possa ser prazerosa e saudável.
Na dúvida questione seu médico, pesquise, se informe.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Sobre Psicoterapia.




Falar de si mesmo pode ser assustador.
A figura do psicólogo já há muito vincula na mídia. Muitas vezes o psicólogo é retratado de forma caricata, usando uns óculos estranhos, com expressão e cabelos de louco, fumando um cachimbo.
No entanto, a profissão a cada dia fica sendo mais conhecida, o número de cursos que formam psicólogos aumenta e por consequência um número crescente de psicólogos circula por aí.
Este profissional tem ficado mais próximo das pessoas mas, aí eu retomo a frase com que comecei este texto: “falar de si mesmo pode ser assustador.”
Mesmo o psicólogo fazendo parte do nosso cotidiano, escrevendo em revistas, jornais, falando em programas de televisão, o espaço da psicoterapia ainda é desconhecido e parece intimidar.
Em conversas com amigos no último fim de semana foi dito que muitos estudantes de Psicologia na verdade queriam apenas fazer psicoterapia.
Isto me fez refletir como ainda no Brasil é difícil chegar à terapia, claro que muitas vezes o impedimento é econômico mas em certas situações outros são os fatores impeditivos.
A terapia é um espaço de auto-conhecimento e a medida que conheço e reconheço meus erros, passo a enxergar a minha responsabilidade naquilo que me causa sofrimento e tenho que assumir essa responsabilidade, lidar com isso, me propor a mudar e deixar de transferir ao outro a razão da minha dor.
E esse processo é doloroso e aí talvez seja um ponto que contribua para a esquiva em procurar uma psicoterapia.
Tenho refletido bastante acerca do meu ofício, tenho observado a vida por aí, tenho eu mesma por anos feito terapia e por isso fica aqui meu sincero testemunho de como a psicoterapia, que no início pode parecer assustadora, pode contribuir e muito ao crescimento de quem se propor a conhecê-la.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Sobre os homens.



Tenho dito e repetido que acredito que seja muito difícil ser homem.
Você pode querer me perguntar por que e eu direi: porque homem não chora.
Provocações á parte, homens choram mais em geral são punidos por isso.
Aos homens são cobrados que sejam machões, que trabalhem, fiquem ricos, supram todas as necessidades da família. Ser esse homem não é fácil.
As mulheres em geral quando têm algum problema contam as irmãs, mães, amigas, procuram ajuda especializada e o homem muitas vezes guarda para si.
Parece existir entre homens uma competitividade que os impede de impor suas fragilidades ao pai, irmãos e amigos.
Na população que procura apoio psicológico é comum que uma proporção maior seja de mulheres.
O que não quer dizer que as dificuldades destas sejam maiores, elas somente encontram o caminho do consultório mais facilmente.
Homens muitas vezes tentam resolver seus problemas sozinhos e em maior incidência usam e abusam de álcool e drogas.
Talvez porque a mulher possa gerar uma criança comumente é dada uma atenção maior a sua saúde.
É importante olhar para os homens, traçar medidas preventivas para que consiga resolver melhor seus problemas, lidar com o estresse e com “ a pressão de ser homem”.
Tenho visto aqui em Limeira um aumento de grupos de homens que se reúnem para caminhar, pedalar ou correr. Essas atividades, de preferência não acompanhadas de bebidas alcoólicas, podem contribuir e muito para a promoção de saúde mental, mas é necessário ficar atento e sempre que necessário procurar ajuda médica e/ou psicológica.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Para não ter uma triste história para contar.






O uso e abuso de drogas é um dos grandes problemas da contemporaneidade.
No Brasil atual vemos o consumo cada vez maior de álcool,a discussão acerca da descriminalização da maconha e o assustador e cada vez mais presente uso do crack.
É de assustar, o crack é a droga que mais rápido provoca dependência, para dar conta da compulsão o adicto chega a fumar dezenas de pedras ao longo do dia, chegando a desfazer dos seus pertences e da família para “fumar” e também se envolve em comportamentos criminosos como roubar e traficar.
O usuário de droga desestabiliza a família e a torna vítima de sua doença.
Fico a acompanhar pais de adolescentes e jovens, esse panorama gera grande ansiedade nos pais.
Como prevenir que seu filho use drogas?
Prevenir relaciona-se a cuidar.
Creio que a melhor forma de prevenir que seu filho não use drogas não é estabelecer um rígido controle, nem pedir que prometa que não use drogas creio que a melhor maneira de prevenir o uso é estabelecer uma boa relação com este filho.
Estabelecer uma boa relação, manter esse vínculo forte requer trabalho.
É importante que o pai ou mãe avalie a sua postura em relação a esse filho, não sendo tirano ou ditador.
Que seja um bom ouvinte, acolhendo os relatos do filho sobre seus problemas e discutindo junto com ele quais são as melhores soluções.
Pais que só punem, criticam têm como conseqüência filhos distantes, que evitam ser autênticos e expor suas fraquezas perto deles.
Pai sabe-tudo também pode afastar seu filho, ninguém gosta de ser colocado na posição de aluno o tempo todo.
À medida que o pai ouve, ajuda a decidir e elogia os comportamentos adequados do filho, o filho tende a se manter mais próximo e por conseqüência mais seguro de situação de risco.
Aquele ditado que diz “Filho criado, trabalho dobrado” pode ser verdadeiro, mas a adolescência pode ser uma etapa da vida muito gostosa e quando compartilhada com um pai conselheiro e amigo pode contribuir para que seja passada de uma maneira tranqüila, sem vivências desnecessárias, não saudáveis a vida de qualquer um.

O uso de drogas por um ente querido é uma história que nenhuma família quer ter para contar.

Antes da briga, atenção e carinho.



É comum ver crianças que fazem de tudo para chamar a atenção dos pais. Muitas vezes elas fazem tudo, mas tudo mesmo para chamar a atenção não só dos pais, mas também da professora, dos avós, dos irmãos.
Comportar-se adequadamente de maneira a chamar a atenção é bacana o problema é quando as crianças se comportam mal para ter essa atenção e aí entram gritos, quebrar brinquedos, birras homéricas, brigas com irmãos.
Vivemos num tempo onde nos falta tempo, entre acordar, preparar o café da manhã, o lanche das crianças, as levar a escola, trabalhar o dia todo, almoçar correndo, pegar as crianças na escola, olhar o dever, fazer jantar e etc. Acaba faltando tempo para dar uma atenção adequada para as crianças.
E quando a criança fica privada da atenção especialmente dos pais ela faz tudo, tudo aquilo que sabe fazer para obter sua atenção.
Para muitas crianças, muitas vezes é melhor ter o pai brigando com ela a ter seu pai sem lhe dar apenas um olhar.
E fazer birra, brigar com o irmão muitas vezes funciona porque não agüentando tanta gritaria freqüentemente os pais param tudo o que estão fazendo para dar atenção a criança.
O mais adequado nesses casos é dar atenção a criança antes que ela comece a se comportar mal, por exemplo, chegar do trabalho e brincar um pouco com a criança, perguntar como foi o dia dela. Isto faz com que a criança fique mais tranqüila, saciada da atenção dos pais.
Sabemos que é difícil conciliar a necessidade de tempo que as crianças têm com a rotina diária, encontra-se aí o nosso grande desafio.
Procurar estar com a criança, durante um tempo saudável, de qualidade faz com que ela se sinta amada, querida e certamente diminui a freqüência dos comportamentos inadequados da criança.


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Luto Infantil


Acredito que na minha trajetória de terapeuta que também atende crianças uma das questões que mais tive que responder foi acerca do luto infantil, em como proceder junto a criança quando ela perde um ente querido, uma pessoa significativa.

Temos muito pudor em lidar com a morte, mas, como sabemos a morte é uma das poucas certezas da vida e daí a importância de preparar as crianças para quando esse momento chegar.

Vivemos num tempo onde é comum vermos adulto evitando que as crianças lidem com a morte, vale notar como é raro vermos crianças em velórios.

Dia desses em minha casa faleceu o peixinho que minha mãe criava. Era um peixinho azul, desses betas que vivia solitário em um aquário e era alimentado pela minha sobrinha de quatro anos todas às vezes que vinha na casa dos avós, ela o batizou de Nemo.

Minha mãe como uma avó contemporânea disse que não iria contar para a neta do falecimento do peixe e iria comprar outro parecido para por no lugar. Ela queria poupar a criança de lidar com a perda do peixinho.

Isso virou assunto para um debate em família, eu e meu irmão argumentamos com ela que nossa sobrinha deveria saber a verdade e que isso seria um aprendizado. Um pouco relutante minha mãe aceitou e acabou não comprando outro peixe.

Lidar com a morte é algo difícil, trás dor, mas é importante.

Costumo dizer que cada perda deve ser analisada antes de expor a situação para a criança, mas em geral é importante contar a verdade.

Dependendo da idade da criança deve-se limitar o que será contado, mas, é importante iniciar o assunto para que a criança se sinta autorizada a expor seus sentimentos.

Quando animais de estimação, plantas e insetos morrem é um bom momento de discutir sobre morte com as crianças.

Quando a criança perde alguém que possuía um vínculo forte é natural que haja uma mudança de comportamento podendo ela apresentar comportamento agressivo, ficar deprimida nesses casos é importante ficar atento porque a criança pode precisar de ajuda profissional para passar por essa fase.

É essencial que quem for acompanhar a criança neste momento tenha boa vontade, paciência e sensibilidade.

Sendo acolhida pelos familiares e pessoas próximas a criança poderá passar com mais tranqüilidade por esse momento difícil, ficando com o tempo somente com a saudade do ente querido que se foi.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Matéria da UOL

Para quem passa por aqui, hoje recebi a boa notícia de que saiu a matéria da UOL para a qual fui fonte. A matéria é bem legal, o tema é: Dez dicas para fazer a lição de casa ficar mais fácil.

domingo, 4 de outubro de 2009

Bater ou não bater, eis a questão?



Quando se trata da disciplina em relação às crianças, a questão se deve-se ou não bater é uma constante. Para mim essa resposta é óbvia mas sei que não é para um número significativo de pessoas.

Como terapeuta que trabalha também com crianças é comum ser questionada se a prática da palmada deve ser utilizada.

Em geral, quando sou questionada sobre este assunto é por um pai ou mãe que eventualmente já faz uso da palmada mas com muita culpa. Eu sempre gosto de perguntar a esses pais se eles foram educados levando palmadas e na maioria das vezes a resposta é sim.

A prática da palmada é algo cultural, sendo arraigada de tal maneira que já ouvi da boca de uma educadora infantil que só se deve bater numa criança com varinha de goiabeira porque é doce, e ela completava dizendo que isto é bíblico.

Nós seres humanos evoluímos e nossas práticas também evoluem, bater é uma prática que deve ser descartada.

Porque bater não ensina a criança a se comportar, só a ensina a não cometer aquele comportamento que pode ser punido na frente de quem poderá puni-la ou seja, se a criança pula no sofá e leva umas palmadas da mãe por isso ela pode aprender a só pular no sofá quando a mãe não está por perto.

Bater faz com que a criança aprenda a mentir, a omitir e o pior ensina a criança a resolver seus problemas batendo, daí quando a criança vai para a escola e bate no amiguinho porque este a contrariou, é reprimida por isto.

Outro problema de bater em crianças como forma de disciplinar é o ressentimento que este tipo de situação gera, a criança sente raiva de quem bate e isto pode fazer com que ela se afaste da pessoa que deveria protegê-la.

Para quem bate, na hora da raiva ocorre um alívio porque em geral a criança para de se comportar da maneira que está incomodando mas, a conseqüência do comportamento de bater a longo prazo é sempre ruim.

O pai ou mãe que dá “uns tapinhas” num dia de pressão ou estresse porque acabar aumentando seus chamados “corretivos” e ferindo mais seriamente seu filho ou filha.

A alternativa em primeiro lugar é sempre conversar, explicar o que a criança fez, apontar as razões para que não se comporte daquela maneira e dizer claramente o que é esperado dela.

Um mundo de paz se inicia dentro de casa, através de uma educação de paz que preze pelos direitos de cada um.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Ser e ter amigos

Amizade...palavra que desperta sentimentos e sensações como carinho,aconchego, confiança, compromisso, segurança.
O que é ser amigo?
Como sabemos que determinada pessoa é ou não nossa amiga?
Lemos e dizemos por aí que ter amigos é importante.
Vemos e vivemos a importância da amizade.
Amizades longas são celebradas, 10...20...30...anos de amizades.
Amigos viram padrinhos de casamento e depois dos filhos, muitas vezes tornam-se também sócios ( o que já é mais complicado).
Amizade trás segurança, conversar com um amigo e expor seus sentimentos, ser autêntico colabora para uma maior qualidade de vida.
Na amizade está implícito um pacto de sigilo, confiança, respeito. Quando este pacto é quebrado ocorre uma desestabilização, ´"perde-se o chão".
Vivemos num tempo onde consumimos aos montes objetos, precisamos é tomar cuidados para não consumirmos pessoas.
Digo isso por que para se manter uma amizade, é necessário cuidar, cultivar...
Amizade contribui para a saúde mental, seja quando aquele amigo nos escuta reclamar do chefe ou parceiro amoroso, seja quando vai conosco para uma festa, ou fica junto a nós no velório de nosso ente querido que faleceu.
Amizade pressupõe generosidade, pressupõe muitas vezes colocar o outro em primeiro lugar, aguentar ser contrariado e não ter um ou mais desejos saciados.
Ser amigo demanda tempo, trabalho.
Ter e manter amigos é uma conquista, um prazer.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Procrastinação: adiamento de tarefas.





Procrastinação...resolvi escrever sobre este tema por que é exatamente isto que estou a fazer com este blog. Vou explicar, escrever para mim é algo que me gera muita ansiedade, antes mesmo de começar fico pensando por horas ou dias sobre que tema poderia escrever, se tem relevância social, se as pessoas gostariam de ler e tal. Todo esse processo gera em mim uma grande ansiedade e esta ansiedade vai aumentando numa tal proporção que eu fujo, me esquivo de escrever e o resultado é que não escrevo e continuo a procrastinar.
Trocando idéias com uma amiga jornalista , ela me disse que fazemos isto o tempo todo e completou dizendo que : “De repente lavar louça e banheiro são uma delícia”, adorei o comentário. Exatamente isto, para evitar fazer aquela atividade que nos é aversiva, no meu caso escrever, topamos fazer até outras menos aversivas para aliviar a ansiedade.
No estudo ou no trabalho, o adiamento de tarefas pode trazer um sofrimento muito grande para o indivíduo. Ele pode ser cobrado, rotulado e ter consequências mais sérias como deixar de entregar um trabalho e ficar sem nota e/ou perder o emprego.
Para lidar com esta dificuldade a estratégia principal é o enfrentamento, se propor a executar a tarefa que gera a ansiedade e executá-la mesmo que isto necessite de horas na frente do computador e um trabalho medianamente desenvolvido. A realidade é que enfrentar essa situação trás um produto, o trabalho, que vai contribuir para a diminuição da ansiedade numa situação similar futura.
Outra estratégia é efetuar uma lista de atividades necessárias e ir colocando datas para executá-las e as riscando quando elas são cumpridas.
É importante interromper o ciclo e não deixar que esta dificuldade torne-se crônica trazendo maiores prejuízos à vida do indivíduo.
Acho importante terminar dizendo que em alguns graus a busca de um auxílio através de um processo de psicoterapia pode contribuir para uma solução mais rápida e eficaz desta dificuldade.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Conversando com os filhos sobre sexo.



Por formação e avaliação da importância, tenho afinidade em falar sobre a temática da sexualidade.
Dia desses fui convidada a conversar sobre este tema em uma escola estadual da cidade de Limeira. O grupo com quem conversei era composto de alunos do Ensino Médio, com idade média de 17 anos, idade essa em que muitos estão começando ou já iniciaram sua vida sexual (segundo dados do Ministério da Saúde, o adolescente brasileiro inicia sua vida sexual por volta dos 14 anos e a adolescente por volta dos 15 anos).
Entre outras questões referentes a temática da sexualidade, conversamos sobre a morfologia humana, diferenças entre gêneros, DSTs, orientação sexual, prevenção às doenças e à gravidez, afetividade.
Sempre é muito interessante observar a adesão e receptividade dos jovens quando nos propomos a falar sobre este tema. Sinto que eles se sentem respeitados, ouvidos, acolhidos.
Num dado momento da conversa propositadamente perguntei quem já havia falado com os pais sobre sexo, de um grupo de pouco mais de vinte alunos, duas foram as mãos que vi levantadas e então conversamos sobre a dificuldade que os pais tem de conversar sobre este tema.
Sexo ainda é tabu. Conversar sobre sexo é essencial para um bom desenvolvimento da sexualidade.
Entendo quando os pais dizem que não se sentem preparados para discutir o tema, nós fazemos aquilo que sabemos fazer, e em geral os pais de hoje também não tiveram pais que conversaram com eles sobre sexo. No entanto, sempre é possível aprender. Buscar leituras sobre os temas, assistir palestras, filmes, conversar com profissionais da saúde e/ou educação pode contribuir para que os pais se sintam mais seguros para abordar o tema.
Acho importante frisar que os pais não precisam iniciar “ a conversa” dando tom de formalidade a questão, é possível e até mais agradável aproveitar os acontecimentos do dia-a-dia, a cena da novela, a reportagem do jornal ou tv para iniciar o que pode ser uma proveitosa troca de idéias. Digo troca de idéias, porque é importante que o adolescente ou mesmo criança seja ouvido. Mais que informação é necessário boa vontade, saber ouvir e evitar “dar lição de moral”.
É essencial que a conversa aconteça antes da problemática na vida da criança e/ou adolescente.
Prevenção pode contribuir para o desenvolvimento de uma vida sexual saudável.
Para os pais é enfrentar a timidez e assumir esta responsabilidade.